Festa da Divina Misericórdia

O segundo domingo da Páscoa é conhecido como ‘Dia da Divina Misericórdia’. Nesse dia, lembramos do amor infinito de Deus, que mesmo com os erros dos homens, continua nos amando de forma incondicional.

Em tempos tão sombrios de pandemia, mortes, separações, guerras, fome e falta de compaixão, somos chamados a viver essa misericórdia com os nossos irmãos. Mesmo nas pequenas atitudes, como telefonar para um irmão que esteja em depressão, ou doar um alimento a quem tem fome, podemos compartilhar essa dádiva divina.

Santa Faustina Kowalska, depois de vivenciar provações, vivenciou de perto a Divina Misericórdia, através de uma visão descrita em seu diário. “Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em vós”.

A santa também descreve o chamado Terço da Divina Misericórdia, aprendido após outra visão.

“Nas contas do Pai-Nosso, reza-se: Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro. Nas contas das Ave-Marias, reza-se: Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro (10 vezes). Ao fim do terço, reza-se: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.”

Apesar de ser comemorada há quase 89 anos, a Festa da Divina Misericórdia foi instituída oficialmente no dia 30 de abril de 2000, pelo Papa João Paulo II. Durante este dia, a Igreja convida a todos a realizarem a Festa da Misericórdia como forma de reconhecer e dar graças pela Misericórdia Divina.

A Divina Misericórdia é vinculada de modo especial ao Evangelho do segundo Domingo da Páscoa, representada no momento em que Jesus aparece aos discípulos no Cenáculo, após a ressurreição, e lhes dá o poder de perdoar ou reter os pecados. Este momento está registrado em João 20,19-31. Essa passagem abrange a aparição de Jesus Ressuscitado ao apóstolo São Tomé, quando Jesus o convida a tocar em Suas chagas no oitavo dia depois da Ressurreição (João 20,26). Por isso mesmo, é utilizado na liturgia oito dias depois da Páscoa.

Neste Dia da Misericórdia, celebremos o amor infinito de Nosso Senhor. Que possamos acolher nossos irmãos cada vez mais, que possamos ajudá-los e guiá-los pelos caminhos da luz, da paz e da bondade.

IMAGEM DA MISERICÓRDIA

A Imagem da Misericórdia é um quadro de Jesus, pintado à mão por um pintor renomado naquele tempo, a partir das descrições feitas pela Irmã. A obra ainda trazia a seguinte inscrição: “Jesus, eu confio em vós!” (Jezu, ufam Tobie!).

Por não ter credibilidade, a Imagem e os escritos produzidos pela Irmã Faustina foram proibidos por mais de duas décadas. Após analisar os escritos originais, a Santa Sé voltou atrás e autorizou, em 1978, a devoção da Devoção da Divina Misericórdia.