LITURGIA DIÁRIA 04 de Junho, segunda-feira

Dia 4 de Junho – Segunda-feira
IX SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

 

Antífona de Entrada

Olhai para mim, Senhor, e tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz. Vede minha miséria e minha dor e perdoai todos os meus pecados! (Sl 24,16.18)

 

Oração do dia

Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura (2 Pedro 1,2-7)

Leitura da segunda carta de São Pedro
1 2 Caríssimos, graça e paz vos sejam dadas em abundância por um profundo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor!
3 O poder divino deu-nos tudo o que contribui para a vida e a piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua glória e sua virtude.
4 Por elas, temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos por este meio participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo.
5 Por estes motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência,
6 à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade,
7 à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade.
Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial 90/91

Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
E vive à sombra do Senhor onipotente,
Diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,
Sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo,
A seu lado eu estarei em suas dores.

Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo,
vou conceder-lhe vida longa e dias plenos
E vou mostrar-lhe minha graça e salvação”.

 

Evangelho (Marcos 12,1-12)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado (Ap 1,5).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
12 1 E Jesus começou a falar-lhes em parábolas. “Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a vinhateiros e ausentou-se daquela terra.
2 A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles uma parte do produto da vinha.
3 Ora, eles prenderam-no, feriram-no e reenviaram-no de mãos vazias.
4 Enviou-lhes de novo outro servo; também este feriram na cabeça e o cobriram de afrontas.
5 O senhor enviou-lhes ainda um terceiro, mas o mataram. E enviou outros mais, dos quais feriram uns e mataram outros.
6 Restava-lhe ainda seu filho único, a quem muito amava. Enviou-o também por último a ir ter com eles, dizendo: ‘Terão respeito a meu filho!’
7 Os vinhateiros, porém, disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro! Vinde, matemo-lo e será nossa a herança!’
8 Agarrando-o, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
9 Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá e exterminará os vinhateiros e dará a vinha a outro.
10 Nunca lestes estas palavras da Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular.
11 Isto é obra do Senhor, e ela é admirável aos nossos olhos’?”
12 Procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque tinham entendido que a respeito deles dissera esta parábola. E deixando-o, retiraram-se.
Palavra da Salvação.

 

Comentário ao Evangelho
AS CHANCES PERDIDAS

Jesus sofreu oposição cerrada por parte de uma ala do judaísmo, refratário à sua pregação e agressiva diante de seus questionamentos. Ele interpretou esta atitude de fechamento como sinal de recusa em atender aos contínuos convites de Deus, e compreendeu sua pregação como a última chance de conversão oferecida ao povo de Israel.
A atitude carinhosa e paciente de Deus para com seu povo é comparada à atenção de um homem com sua vinha. Os cuidados iniciais de plantar, protegê-la com um fosso, colocar uma torre de vigia e entregá-la a quem pudesse fazê-la frutificar é a imagem do amor de Deus em relação a Israel. Esse foi seu povo escolhido entre tantos outros e preparado para dar os frutos. O tempo de participar do fruto da vinha corresponde à longa história do povo, quando esse foi incapaz de agir conforme o projeto de Deus, deixando-se contaminar pelas idolatrias e injustiças. Os sucessivos enviados evocam a espera paciente de Deus de que tudo pudesse ser diferente. Que nada! Por fim, enviou seu próprio filho, Jesus, também morto por aqueles que deveriam ter dado ouvido à sua pregação. Como o povo escolhido rejeitou as contínuas propostas de Deus, esse entregou sua vinha a outros lavradores, dos quais se podia esperar frutos.
Jesus percebeu ser inútil continuar a dirigir-se a seu povo. Era tempo de buscar quem acolhesse a sua mensagem e a fizesse frutificar.

 

Oração

Senhor Jesus, faze-me produzir, no devido tempo, frutos de justiça e amor.

O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE

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