LITURGIA DIÁRIA 05 de Janeiro, sábado

Dia 5 de Janeiro – Sábado
TEMPO DO NATAL (Branco, Prefácio do Natal – Ofício do dia)

 

Antífona de Entrada

Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos (Gl 4,4s).

 

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda do vosso Filho, vos manifestastes em nova luz. Assim como ele quis participar da nossa humanidade, nascendo da Virgem, dai-nos participar de sua vida no reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Leitura (1 João 3,11-21)

Leitura da primeira carta de são João.
3 11 Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.
12 Não façamos como Caim, que era do Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão, justas.
13 Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia.
14 Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte.
15 Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino.
16 Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.
17 Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?
18 Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.
19 Nisto é que conheceremos se somos da verdade, e tranqüilizaremos a nossa consciência diante de Deus,
20 caso nossa consciência nos censure, pois Deus é maior do que nossa consciência e conhece todas as coisas.
21 Caríssimos, se a nossa consciência nada nos censura, temos confiança diante de Deus.
Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial 99/100

Aclamai o Senhor, ó terra inteira!

Aclamai o Senhor, ó terra inteira,
servi ao Senhor com alegria,
ide a ele cantando jubilosos!

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,
ele mesmo nos fez, e somos seus,
nós somos seu povo e seu rebanho.

Entrai por suas portas dando graças
e em seus átrios com hinos de louvor;
dai-lhe graças, seu nome bendizei!

Sim, é bom o Senhor e nosso Deus,
sua bondade perdura para sempre,
seu amor é fiel eternamente!

 

Evangelho (João 1,43-51)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um dia sagrado brilhou para nós: nações, vinde todas adorar o Senhor, pois hoje desceu grande luz sobre a terra.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 43 No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: “Segue-me”.
44 (Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.)
45 Filipe encontra Natanael e diz-lhe: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José”.
46 Respondeu-lhe Natanael: “Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré?” Filipe retrucou: “Vem e vê”.
47 Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade”.
48 Natanael pergunta-lhe: “Donde me conheces?” Respondeu Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira”.
49 Falou-lhe Natanael: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”.
50 Jesus replicou-lhe: “Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês! Verás coisas maiores do que esta”.
51 E ajuntou: “Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.
Palavra da Salvação.

 

Comentário ao Evangelho
O MESSIAS IDENTIFICADO

Ao poucos, os primeiros discípulos foram identificando Jesus, ao se darem conta de quem se tratava. Filipe exprimiu sua fé messiânica ao defini-lo como Jesus de Nazaré, filho de José, “aquele de quem Moisés escreveu na Lei e também os profetas”. Reconhecia-o como o personagem central de toda a história da salvação, para o qual apontava cada página das Escrituras.
O judeu fiel que aceitava como verdadeiras as Escrituras forçosamente deveria acolher o Messias. Seria injustificável a rejeição dele por parte de quem pretendia ser fiel às tradições mosaicas. Por isso, a incredulidade das lideranças religiosas da época foi fortemente denunciada por Jesus.
Natanael, após o diálogo enigmático com o Mestre, fez sua profissão de fé messiânica, identificando-o como “Filho de Deus e Rei de Israel”. Evidencia-se, assim, um dos traços mais característicos da identidade de Jesus: sua condição de Filho. De fato, ele se proclamava enviado do Pai, com a tarefa de salvar a humanidade. Revelava ao povo o que havia aprendido junto do Pai. Buscava, em tudo, fazer a vontade divina e levar a cumprimento seu projeto de salvação. Tinha consciência de estar a caminho da casa do Pai, onde prepararia um lugar para todos os que, pela fé, haveriam de acolhê-lo.
Assim, os primeiros discípulos foram aprofundando a descoberta da identidade de Jesus: Messias, centro e o objetivo da história da salvação, e Filho de Deus.

Oração

Pai, leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de teu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo dele, de modo a compartilhar sua missão.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE

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