LITURGIA DIÁRIA 18 de janeiro, segunda-feira

Dia 18 de Janeiro – Segunda-feira
II SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

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Antífona de Entrada
Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65,4).
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Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
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Leitura (Hebreus 5,1-10)
Leitura da carta aos Hebreus.
5 1 Em verdade, todo pontífice é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2 Sabe compadecer-se dos que estão na ignorância e no erro, porque também ele está cercado de fraqueza. 3 Por isso, ele deve oferecer sacrifícios tanto pelos próprios pecados quanto pelos pecados do povo.
4 Ninguém se apropria desta honra, senão somente aquele que é chamado por Deus, como Aarão. 5 Assim também Cristo não se atribuiu a si mesmo a glória de ser pontífice. Esta lhe foi dada por aquele que lhe disse: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. 6 como também diz em outra passagem: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec”.
7 Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 8 Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. 9 E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
10 porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
Palavra do Senhor.
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Salmo Responsorial 109/110

Tu és sacerdote eternamente
Segundo a ordem do rei Melquisedeque!

Palavra do Senhor ao meu Senhor:
“Assenta-te ao lado meu direito
Até que eu ponha os inimigos teus
Como escabelo por debaixo de teus pés!”

O Senhor estenderá desde Sião
Vosso cetro de poder, pois ele diz:
“Domina com vigor teus inimigos.

Tu és príncipe desde o dia em que nasceste;
Na glória e esplendor da santidade,
Como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

Jurou o Senhor e manterá sua palavra:
“Tu és sacerdote eternamente,
Segundo a ordem do rei Melquisedeque!”
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Evangelho (Marcos 2,18-22)

Aleluia, aleluia, aleluia.
A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
2 18 Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam. Por isso, foram-lhe perguntar: “Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?”
19 Jesus respondeu-lhes: “Podem porventura jejuar os convidados das núpcias, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não lhes é -possível jejuar.
20 Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão.
21 “Ninguém prega retalho de pano novo em roupa velha; do contrário, o remendo arranca novo pedaço da veste usada e torna-se pior o rasgão.
22 E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho os arrebentará e perder-se-á juntamente com os odres mas para vinho novo, odres novos.”
Palavra da Salvação.
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Comentário ao Evangelho
FALANDO DE FESTA

A intransigência dos fariseus, quanto à prática do jejum, foi firmemente rejeitada por Jesus. Para darem prova de piedade, certos fariseus e certos discípulos de João Batista exageravam na prática de jejuns não obrigatórios. E se admiravam por que os discípulos de Jesus não faziam o mesmo.
O jejum tem uma forte conotação de penitência, de recolhimento e de interiorização. Em torno desta prática, cria-se um clima especial que ajuda o jejum a atingir seu objetivo: levar a pessoa a se tornar senhora de si mesma, dominar seus instintos e suas paixões.
Embora desejando que os discípulos tivessem autocontrole, Jesus preferia que, em torno dele, houvesse um clima festivo de alegria. Daí ter falado de sua presença no meio deles servindo-se da metáfora da festa de casamento. Era assim que a piedade popular entendia os tempos messiânicos. Os ditados a respeito de vestidos e vinhos novos e velhos também situam-se neste ambiente de festa.
A presença do Messias Jesus deveria levar o discípulo a superar toda tristeza. Com o Mestre, renascia a esperança, pois a boa-nova do Reino descortinava um horizonte novo. Por conseguinte, seria insensato ficar multiplicando jejuns e penitências, quando era tempo de empenhar-se, festivamente, na vivência do amor e da fraternidade.
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Oração
Pai, a presença de Jesus na nossa história é motivo de grande alegria. Que a minha alegria consista em construir um mundo de amor e de fraternidade, como ele nos ensinou.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE