LITURGIA DIÁRIA 23 de março, segunda-feira

Dia 23 de Março – Segunda-feira
IV SEMANA DA QUARESMA (Roxo – Ofício do Dia)

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Antífona de Entrada
Confio em vós, ó Deus! Alegro-me e exulto em vosso amor, pois olhastes, Senhor, minha miséria (Sl 30,7s).

Oração do dia
Ó Deus, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, fazei a vossa Igreja caminhar segundo vossa vontade, sem que jamais lhe faltem, neste mundo, os auxílios de que necessita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 65,17-21)
Leitura do livro do profeta Isaías.
Assim fala o Senhor: 65 17 “Pois eu vou criar novos céus, e uma nova terra; o passado já não será lembrado, já não volverá ao espírito,
18 mas será experimentada a alegria e a felicidade eterna daquilo que vou criar. Pois vou criar uma Jerusalém destinada à alegria, e seu povo ao júbilo;
19 Jerusalém me alegrará, e meu povo me rejubilará; doravante já não se ouvirá aí o ruído de soluços nem de gritos.
20 Já não morrerá aí nenhum menino, nem ancião que não haja completado seus dias; será ainda jovem o que morrer aos cem anos: não atingir cem anos será uma maldição.
21 Serão construídas casas onde habitarão, serão plantadas vinhas cujos frutos comerão”.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 29/30
Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes
e não deixastes rir de mim meus inimigos!
Vós tirastes minha alma dos abismos
e me salvastes quando estava já morrendo!

Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,
dai-lhe graças e invocai seu santo nome!
Pois sua ira dura apenas um momento,
mas sua bondade permanece a vida inteira;
se à tarde vem o pranto visitar-nos,
de manhã vem saudar-nos a alegria.

Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!
Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!
Transformastes o meu pranto em uma festa,
Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

Evangelho (João 4,43-54)
Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (Am 5,14)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, 4 43 “passados os dois dias, Jesus partiu para a Galiléia.
44 (Ele mesmo havia declarado que um profeta não é honrado na sua pátria.)
45 Chegando à Galiléia, acolheram-no os galileus, porque tinham visto tudo o que fizera durante a festa em Jerusalém; pois também eles tinham ido à festa.
46 Ele voltou, pois, a Caná da Galiléia, onde transformara água em vinho. Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente.
47 Ao ouvir que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer.
48 Disse-lhe Jesus: “Se não virdes milagres e prodígios, não credes”.
49 Pediu-lhe o oficial: “Senhor, desce antes que meu filho morra!”
“50 Vai, disse-lhe Jesus”, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu.
51 Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: “Teu filho está passando bem”.
52 Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: “Ontem à sétima hora a febre o deixou”.
53 Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: “Teu filho está passando bem”. E creu tanto ele como toda a sua casa.
54 Esse foi o segundo milagre que Jesus fez, depois de voltar da Judéia para a Galiléia.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho
EM BUSCA DA VIDA

A ação taumatúrgica de Jesus despertava grande interesse. Seus milagres eram manifestações palpáveis de seu poder sobre a vida humana. Por isso, acorriam a ele gente de todos os lugares, suplicando-lhe a cura. E todos eram atendidos, sem distinção. Exigia-se, apenas, a fé de quem desejava ser curado. Sem esta fé, o gesto de Jesus poderia ser interpretado como uma espécie de passe de mágica.
Até um oficial do imperador romano, pagão certamente, movido pela fé, dirigiu-se a Jesus para implorar por seu filho, às portas da morte. O Mestre questionou-o, como se estivesse subordinando o ato de fé à visão de sinais e prodígios realizados por ele. O oficial, no entanto, manifestou uma fé profunda, pelo fato mesmo de partir, imediatamente, assim que Jesus lhe garantiu que seu filho estava vivo. Ao constatar o milagre, ele e toda a sua família abraçaram a fé.
A existência de Jesus pode ser definida como um contínuo partilhar vida. Ele veio trazer vida e não se recusava a atender a quem se aproximava dele implorando vida.
É paradoxal que, apesar dos sinais realizados por Jesus, que revelavam sua identidade, houvesse sempre quem o colocasse sob suspeita. Mesmo assim, o Mestre continuava a dar provas de que viera para comunicar vida, e vida em abundância.

Oração
Senhor Jesus, reconheço que és a fonte da vida! Faze-me participar desta vida que jorra de ti.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE

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