Superando a violência – 1ª parte

A Campanha da Fraternidade de 2018 tem como tema FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA, e como lema VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (Mt 23,8).

A violência física, infelizmente, é algo muito presente em nossa sociedade, ferindo e machucando milhões de pessoas. Porém, nestes textos quaresmais não iremos falar propriamente da violência física, que todos sabemos ser cruel, mas de outras ações e atitudes que muitas vezes praticamos, sem ter consciência que são atitudes de violência, as quais ferem e excluem da mesma forma que uma violência física.

Falaremos de pequenos gestos e ações os quais, somados, reforçam a decisão por uma cultura da paz. São atitudes que devemos assumir para Superar a Violência em nossa vida pessoal e comunitária.

Nesta semana iremos falar principalmente sobre Ter Paciência. Cada pessoa tem o seu ritmo de pensar e de agir. Quando eu não aceito o ritmo do meu irmão, quando eu não aceito a vida do meu irmão, estou praticando um ato de violência, estou excluindo este irmão por ser diferente. É necessário aprender a conviver para não forçar o outro a andar mais depressa do que consegue. Ao ser paciente, eu dou ao outro a possibilidade de viver a vida segundo quem ele é.

E ao aceitar as pessoas como elas são, eu tenho que aceitar que o outro também erra. Por sermos todos limitados e pecadores, temos que aprender que neste mundo não há pessoas perfeitas. Se eu não sou perfeito, como posso exigir que o outro seja? Indispensável para uma cultura de paz a certeza que o outro é diferente de mim, é imperfeito como eu, e possui o direito de ser limitado e de errar.

Mesmo respeito as diferenças do meu irmão, quando vejo que ele está fazendo algo errado, fundamental não corrigir para humilhar. A correção só tem sentido quando tem como objetivo o bem do outro. Mas é improdutiva, e pode levar à violência, quando feita para “diminuir” ou “provar” ao outro que ele é culpado, ou que é menos capacitado do que imagina. Sem amor a correção pode ser não apenas inútil, mas também agressiva.

Indispensável ainda ser capaz de perder para não brigar. Às vezes ganhar é perder! Ceder pelo bem do outro é uma atitude inteligente e não tem nada a ver com covardia. Sempre que há violência, todos perdem. Então porque não ceder para que ambos ganhem? As nossas “valentias” do dia a dia prejudicam a todos, a começar por quem as pratica.

Estes são os 4 pontos principais que somos convidados a refletir nesta semana: Ter paciência com os outros; aceitar que o outro também erra; não corrigir para humilhar; e ser capaz de perder para não brigar. Você tem praticado estas ações essenciais para uma cultura de paz?

Fonte: Editora Pão e Vinho

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