Superando a Violência – 3ª parte – Justiça

Dando continuidade sobre as atitudes e ações que devemos ter em busca de superar a violência em nossa vida pessoal e comunitária, nesta semana abordaremos o tema justiça.

A sociedade muitas vezes nos alimenta com informações que acabam por induzir algumas de nossas atitudes, resultando em violência, preconceito, falta de tolerância e respeito.

Em nosso dia a dia, nos deparamos com muitas situações de violência e injustiça, e logo, pensamos em fazer algo para tentar modificar o quadro. Porém, em vários momentos acabamos por ter pensamentos ou adotar atitudes geradoras de violência. Quando somos o injustiçado, logo pensamos em vingança, mas será mesmo que é a atitude mais correta?  Quando praticamos a vingança, acabamos gerando mais violência e o problema não é resolvido. Se existe violência, está faltando justiça e é isso que temos que buscar.

Em outros momentos, vivenciamos o preconceito por estereótipos anteriormente criados, e nossas ações acabam excluindo as pessoas do meio de convivência, e até mesmo privando-as de afeto. O pobre, o sujo, o cadeirante, o drogado, o alcoólatra, dentre vários outros, podem estar necessitados, apenas de uma palavra, de ser acolhido. Alguns de seus atos, dos quais condenamos, geralmente ocorrem numa tentativa de chamar a atenção de quem os rodeia e, acabam tendo como resposta a exclusão e o preconceito, quando na verdade precisam de carinho e amor.

Além da violência e o preconceito, ainda praticamos a intolerância e a falta de respeito com o próximo, comumente, quando entendemos que o mesmo é inferior a nós. Maltratamos nossos pais, amigos, menos favorecidos, os idosos, esquecemos a importância de cada um em nossas vidas, sendo injustos mais uma vez.

Quando em discussões, queremos sempre ter razão e, muitas vezes, ela está em ser flexível, calar-se naquele instante para em outro, argumentar não gerando confrontos, saber aceitar e compreender os conflitos.

Portanto, devemos superar a violência presente no mundo inteiro, saber perdoar, dar amor e carinho a quem precisa, buscar ser justo e não vingativo, acolher aquele que nos parece diferente de nosso costumeiro convívio, saber ouvir o outro, não brigar por simplesmente ter razão, ser flexível, acolher, respeitar, perdoar. Só assim, poderemos buscar justiça, sendo fraternos e compreendendo que aos olhos de Deus, somos todos iguais, somos irmãos.

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