Superando a Violência – 5ª Parte – Conversão

Encerrando os artigos sobre ações e atitudes que devemos assumir para Superar a Violência em nossa vida pessoal e comunitária, hoje falaremos sobre a Conversão.

Mas afinal, o que significa conversão?

Quem dirige automóvel entende bem esse termo: quando se está no carro e vemos uma placa indicando que só podemos seguir à direita, precisamos fazer uma conversão à direita, ou seja, precisamos mudar de direção, tomar outro caminho. E essa é a proposta desse tempo quaresmal. Mudarmos o caminho. Tomarmos a direção proposta pelo próprio Cristo. Pois Ele mesmo é o caminho, a verdade e a vida.

A Bíblia nos mostra em quase todos os livros do Antigo e Novo Testamento a importância da Conversão. Antes de qualquer coisa, precisamos alimentar a nossa consciência, pois é ela que nos indica o bem que se deve fazer e o mal a evitar. Nossa consciência aprova as coisas bem feitas, corretas e reprova o mal praticado.

Alguns aspectos bíblicos que devemos ter em mente:

  • Conversão da idolatria ao culto do verdadeiro Deus;
  • Converter-se do pecado a Deus através da penitência (I Reis 8, 46-50; II Cron. 7, 14; Tob 13, 8; Eclo 17, 21-14; Is 55,7; Ez 33,11; Lc 24,47; At 3,19);
  • A graça de Deus é necessária para a Conversão (Sl 79,4; Je 31,18ss; Lam 5,21; Jo 6,44);
  • Deus promete o perdão à verdadeira Conversão (Dt 4,29; II Cro 7,14; Sl 31,5; Prov 28,13; Eclo 17,28; Is 1,16ss; Je 29,12);
  • Penitência é mudança de vida e conversão a Deus (Mt 26,75; Lc 7, 37s. 48ss; 15, 11-32; 18,13; 19,8; 23,41; II Cor 7,10);

 

A Campanha da Fraternidade 2018 nos convida a uma conversão.

Mudar o sentimento de ódio, raiva, para o amor pelos nossos semelhantes. Mudar o estilo de viver, trocar o modo de agir, abandonar o caminho do “olho por olho, dente por dente”. Evitar a violência, pois sendo cristãos, somos pessoas de paz. E se não temos sido, a conversão é o chamado para que o sejamos. Afirmam os Bispos do Brasil:

 “Jesus se declara presente nos sofredores e, o que é feito ou negado a eles, declara feito ou negado a si mesmo, fazendo do amor-serviço o critério do julgamento. Com essas atitudes, corta-se a raiz mais profunda da violência, da exclusão, da exploração e de toda discórdia” (CNBB, DGAE 2015-2019, n. 11).

O profeta João Batista não fez rodeios ao pregar a conversão para o povo. Indicava-lhes gestos concretos, considerando a condição social de cada um que buscava o batismo. Exigia uma postura ética de quem, sem dúvida, vinha até ele arrependido de suas mazelas e desejoso de se preparar para a vinda iminente do Messias.

Que a luz do divino Espírito Santo ajude a cada um de nós a identificar os pontos de nossa vida que devem ser mudados para que sejamos cristãos autênticos, em coerência com nossa opção pelo Reino! Que saibamos ter gestos concretos e não apenas palavras vazias que não traduzem as nossas atitudes.

Sugerimos a leitura da Bíblia num dos livros que aborda o tema Conversão: Livro do Eclesiástico, capítulo 17, versículos 21 a 24 (Exortação a Conversão)

A conversão autêntica mostra-se no modo de agir de quem deseja ser fiel ao projeto de Deus.


 

Semanalmente, durante o tempo da Quaresma, Falamos de pequenos gestos e ações os quais, somados, reforçam a decisão por uma cultura da paz. Debatemos atitudes que devemos assumir para Superar a Violência em nossa vida pessoal e comunitária.

Escolhemos assuntos que abordam a Campanha da Fraternidade de 2018, que tem como tema FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA, e como lema VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (Mt 23,8).

Se você perdeu ou quer rever algum desses artigos é só acessar através dos Links abaixo:

Superando a Violência – 1ª parte

Superando a Violência – 2ª parte

Superando a Violência – 3ª parte

Superando a Violência – 4ª parte

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